Tema: GESTÃO DO TRABALHO E DA EDUCAÇÃO NA SAÚDE
Autor(a)
Neidjane Vasques Monteiro Martins
Coautor(es)
A Politica Nacional de Humanização (PNH) instituída em 2003 visa implementar seus princípios no cotidiano dos trabalhadores, gestores e usuários dos serviços de saúde no SUS. Destaca-se entre as diversas portarias que referem seus objetivos, diretrizes e dispositivos, a que institui a Rede de Atenção à Saúde (RAS) no SUS, que orienta a organização da porta de entrada com acolhimento e humanização no atendimento, contemplando as diversas redes temáticas. A humanização no atendimento também é destaque no Art.38º do Decreto 7.508/2011. Entre as suas diretrizes, o acolhimento possibilita vínculo entre profissionais de saúde e usuários, fortalecendo o trabalho multiprofissional e intersetorial qualificando a assistência humanizada, promovendo o autocuidado e a corresponsabilização (GARUZI ET AL, 2014). E para tanto, se faz necessário momentos de sensibilizações com os profissionais da saúde e gestores, despertando-os para sua autoestima, empatia e valorização profissional, tendo como principal ferramenta a escuta qualificada. Esta experiência para a equipe de apoiadores foi fundamental na mudança de postura dos profissionais de forma positiva e motivadora possibilitando a construção desse relato quanto ao resgate da autoestima dos profissionais e técnicos, fortalecendo vínculos confiáveis no ambiente de trabalho, com comprometimento de atendimento de excelência, num esforço coletivo para compreender a importância do acolhimento como primeiro passo para a humanização.
OBJETIVO GERAL: Relatar a experiência no resgate da autoestima dos profissionais e técnicos a partir de capacitações com momentos de sensibilização, escuta e valorização do profissional. ESPECÍFICO: Possibilitar relacionamento saudável entre os trabalhadores da saúde e avaliar o impacto da oficina para o participante.
Estudo de abordagem qualitativa e descritiva. Não requer o uso de métodos e técnicas estatísticas, o ambiente natural é a fonte direta para coleta de dados e o pesquisador é o instrumento-chave (PRODANOV e FREITAS, 2013). Trata-se de um relato de experiência dos apoiadores da Rede Colaborativa em parceria com o projeto “Capacita + Saúde” no município de Tauá promovido pelo Instituto Excelência e a Secretaria Municipal de Saúde. A capacitação foi baseada na diretriz relacionada ao acolhimento, da Política Nacional de Humanização (PNH) do Sistema Único de Saúde (SUS). Participaram da capacitação “Humanização e Acolhimento”, 364 profissionais atuantes nas unidades primárias de saúde, entre eles, médicos, enfermeiros, técnicos, ACS, ACE, recepcionistas, atendentes, motoristas, vigias e serviços gerais, em três turnos com uma média de 121 participantes. Realizou-se dinâmicas de grupos com o objetivo de socialização entre os participantes e após o termino de cada momento realizou-se reflexões a partir de discussão dialogada sobre humanização, provendo momentos de sensibilização dos profissionais e técnicos com foco no acolhimento, além de resgate da autoestima dos profissionais e técnicos. A avaliação da oficina se deu a partir do método de comparação visando avaliar o impacto causado aos participantes quanto aos momentos vivenciados. O participante descrevia em uma palavra “como chegaram” e outra “como estavam saindo”. Esse resultado possibilitou a descrição desse relato.
Este momento entre os técnicos e profissionais da saúde contribuiu no resgate da autoestima dos profissionais e técnicos comprovado em alguns depoimentos apontados, corroborando com o aprendizado a partir da escuta e valorização pessoal e profissional, possibilitando relacionamentos saudáveis entre os participantes e com os usuário do SUS. Verificado que dos 364 participantes 88% (321) contribuíram com a avaliação. O primeiro item “como cheguei” 45,17% do público não chegaram bem, 21,81% buscavam melhorar e 33,02% chegaram bem. No segundo item “ como estou saído” 2,13% do público continuam do mesmo jeito e 97,87% saíram bem.
A oficina foi finalizada de forma positiva, proporcionando momentos de reflexões e propostas de mudanças de atitudes pessoal e profissional, rico de aprendizagem para ambos, profissionais e apoiadores, contribuindo para a melhoria na qualidade da assistência ofertada a população de Tauá. Podendo ser uma estratégia a ser utilizada por outros municípios para obtenção de resultados positivos semelhantes.