Tema: ATENÇÃO BÁSICA
Autor(a)
PRISCILLA NANTUA
Coautor(es)
TAINNÁ GÉSSIE OLIVEIRA LIMA
RIANNA NARGILLA SILVA NOBRE
CARLEANE DE SOUSA PINHEIRO
A pandemia de COVID-19 tem sido um desafio para o mundo, em especial para os serviços de saúde que fazem parte do Sistema único de Saúde, uma vez que provocou mudanças na organização destes, em especial na Atenção Primária à Saúde (APS). A Atenção Primária à Saúde (APS) exerce um papel central nesse enfrentamento, já que está ancorada nos princípios de proteção e promoção à saúde, na prevenção e controle de doenças, sendo capaz de colaborar, estrategicamente, com a redução do risco de transmissão da doença, a partir do diagnóstico precoce, acompanhamento e monitoramento individual e familiar (SESA, 2022). Nesse contexto, reorganizar os serviços da APS e fortalecer o seu protagonismo no combate ao novo coranavírus, a partir das equipes de Saúde da Família foi fundamental para o cuidado prestado aos usuários com covid-19.
GERAL: descrever a importância da integração do serviço de vigilância epidemiológica municipal e da atenção primária à saúde ESPECÍFICOS: Relatar a experiência das ações desenvolvidas, a partir da construção do cuidado integral prestado ao paciente suspeito e confirmado com COVID19 descrever o fluxo de referência para atendimento aos casos suspeitos com sintomas respiratórios leves e graves.
Trata-se de um relato de experiência, desenvolvido a partir da implementação do plano de contingência para o enfrentamento à covid-19, desenvolvido em um município do Sertão Central cearense, durante o ano de 2020, tendo como participantes: coordenações de vigilância em saúde/Epidemiologia/ Atenção Primária à Saúde e profissionais de saúde da Estratégia Saúde da Família.
A Atenção Primária em Saúde foi reorganizada e passou a utilizar como base, o plano de contingência da Covid-19. As UBS foram readequadas estruturalmente, os profissionais foram treinados para o adequado acolhimento quando o usuário com sintomas gripais que procurava o serviço, seja encaminhado pelo agente comunitário de saúde, a partir da busca ativa, que foi fortalecida, seja por demanda livre ou por rastreamento de contatos. Ao chegar a unidade básica de saúde, o usuário era encaminhado a sala de isolamento, sendo seguido os seguintes fluxos: verificação de sinais vitais por um técnico de enfermagem, em seguida atendimento médico e após o usuário era encaminhado ao enfermeiro, que concluía o atendimento. As notificações eram entregues para a vigilância epidemiológica, que procedia ao agendamento da coleta do RT-PCR que acontecia tanto na sede quanto na zona rural, feito a partir do tele monitoramento covid 19 que tinha como objetivo tanto informar a data do agendamento da coleta, como monitoramento/acompanhamento diário de sinais e sintomas, bem como na investigação do devido cumprimento do isolamento social e orientações quanto o agravamento do quadro. Usuário positivo passava em média por três consultas médicas para melhor acompanhamento. Diariamente a equipe da epidemiologia acessava todos os resultados liberados sendo repassados a cada equipe responsável e as mesmas informavam as altas diárias, mediante essa informações era produzido um informe diário.
Observa-se que a integração da vigilância em saúde com a atenção primária, com ações lineares, bem executadas e direcionadas proporcionaram um eficaz cuidado dos usuários sejam eles suspeitos ou confirmados para covid-19, no que tange o não agravamento dos casos devido ao bom monitoramento realizados pela equipe da vigilâncias epidemiológica por profissionais de nível superior treinados e pelas equipes da estratégia de saúde da família. Isso demonstra que uma APS no SUS forte e vigilante, que estabelece fluxos de informações de forma articulada com a vigilância em saúde aprimora a qualidade das suas ações.