Autor(a)
Giovana Grécia Anselmo Viana
Coautor(es)
Francisco Meykel Amancio Gomes
Natila Azevedo Aguiar Ribeiro
Ingrid Atlas Almeida Melo
Michelle Alves Vasconcelos Ponte
Benedita Batista Amaro
Letícia Ferreira de Amorim
Arquimedes Anselmo Viana
Marcela da Silva Sousa
Marcela Marinho Carvalho
A tuberculose (TB), historicamente conhecida como tísica e denominada "peste branca" no século XX devido ao elevado número de óbitos, permanece um desafio global. O Brasil está entre os 30 países com alta carga de TB e TB-HIV, sendo prioritário para o controle da doença segundo a OMS. A forma pulmonar é a mais frequente e relevante para a saúde pública, pois mantém a cadeia de transmissão por via respiratória através da tosse, fala ou espirro de indivíduos infectados. Embora prevenível e curável, a TB ainda prevalece em condições de pobreza, perpetuando a desigualdade social (BRASIL, 2010). No Brasil, é concentrada em populações específicas: pessoas vivendo com HIV (PVHIV), em situação de rua, privadas de liberdade, populações indígenas e aquelas que vivem em aglomerados urbanos e em situação de pobreza como trata o presente relato da idosa diagnosticada como tuberculose pulmonar e residente em área de conflito territorial dificultando o acesso, além da vulnerabilidade socio-econômica , situação desafiadora que motivou o acompanhamento pela equipe de saúde no município de Sobral durante o ano de 2024
Relatar a experiência da equipe de saúde do CSF TN2 na potencialização da resolubilidade e fortalecimento da Estratégia de Saúde da Família no atendimento a uma idosa com tuberculose pulmonar, residente em área de conflito territorial no "morro do TN2".
A intervenção baseou-se em ações intersetoriais, mobilizando políticas públicas e estabelecendo uma rede de apoio para o cuidado integral da paciente. As estratégias incluíram visitas domiciliares frequentes, instituição de cuidador, cadastro em programa de alimentação gratuita diária, medicação supervisionada e avaliações clínicas periódicas pela equipe mínima e multiprofissional.
A abordagem integrada permitiu a adesão ao tratamento e a melhoria das condições de saúde da paciente. A mobilização de gestores de diferentes equipamentos públicos, organizações não governamentais, lideranças locais e do Ministério Público, evidenciou a importância da intersetorialidade no enfrentamento de casos complexos de TB em áreas de alta vulnerabilidade.
O sucesso desta experiência ressalta a necessidade de ações colaborativas e intersetoriais para assegurar um tratamento seguro e efetivo da tuberculose pulmonar, especialmente em populações vulneráveis. Recomenda-se a implementação de políticas públicas que integrem diversos setores para o enfrentamento da TB em contextos semelhantes. Os esforços de toda rede de apoio culminou no tratamento efetivo em tempo hábil e encerramento do caso por cura.