Tema: GESTÃO DO TRABALHO E DA EDUCAÇÃO NA SAÚDE
Autor(a)
Thailanne Cardoso Soares
Coautor(es)
Fernanda Gabriela Pereira dos Santos Florentino
Maria Letícia Lemos Umbelino
A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) caracteriza-se como um ambiente de alta complexidade, que demanda profissionais continuamente capacitados e atualizados para assegurar uma assistência segura, eficaz e baseada em evidências. Nesse cenário, as capacitações em serviço destacam-se como estratégias fundamentais para o fortalecimento da prática assistencial, contribuindo para a qualificação do cuidado, a padronização das condutas multiprofissionais e a promoção da segurança do paciente. Entretanto, observa-se que lacunas no conhecimento técnico, podem impactar negativamente a qualidade da assistência prestada. Tais fragilidades tornam-se ainda mais relevantes em ambientes críticos, onde decisões rápidas e precisas são essenciais para a manutenção da vida. A implementação de treinamentos foi motivada pela identificação de inconsistências na execução de procedimentos, pela necessidade de atualização científica contínua e pelo fortalecimento da cultura de segurança do paciente. Dessa forma, buscou-se desenvolver ações educativas sistematizadas, alinhadas às demandas do serviço, às diretrizes institucionais e às melhores práticas assistenciais. Além disso, as atividades propostas visaram estimular o pensamento crítico, aprimorar habilidades técnicas e fortalecer o trabalho em equipe, promovendo maior integração entre os profissionais. Espera-se, com essa iniciativa, contribuir para a melhoria dos processos assistenciais, redução de riscos e consolidação de uma assistência mais segura, qualificada e centrada no paciente.
OBJETIVO GERAL: Promover a qualificação da equipe multiprofissional por meio de treinamentos na UTI, visando à melhoria da assistência e segurança do paciente. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Atualizar conhecimentos técnicos e científicos da equipe Fortalecer a adesão às práticas seguras Reduzir falhas na execução de procedimentos.
Trata-se de um relato de experiência sobre a implementação de treinamentos em uma UTI municipal adulto. O treinamento foi realizado pelas residentes em Terapia Intensiva, compostas por enfermeira, fisioterapeuta e farmacêutica. Os treinamentos realizados tiveram como temática a conduta adequada durante a Reanimação Cardiopulmonar, os tipos de isolamentos, de contato, respiratório e de gotículas, além de um bate-papo sobre uso e administração de sedativos e bloqueadores musculares. A estratégia institucional adotada baseou-se na educação permanente em saúde, com planejamento alinhado às necessidades identificadas no serviço. O desenho operacional incluiu levantamento prévio das demandas, definição dos temas prioritários e elaboração de cronograma de treinamentos. As etapas compreenderam: diagnóstico situacional, planejamento das atividades, execução dos treinamentos e avaliação dos resultados. Foram realizados encontros teóricos e práticos utilizaram de apresentações expositivas, simulações realísticas e discussões de casos. Os recursos incluíram materiais institucionais e equipamentos disponíveis na unidade. A participação da equipe multiprofissional foi estimulada de forma contínua.
A implementação dos treinamentos contribuiu para maior adesão aos protocolos assistenciais e melhoria na execução dos procedimentos. Observou-se aumento da segurança na prática profissional, além de maior confiança da equipe na tomada de decisões. Houve fortalecimento da comunicação entre os profissionais e maior integração da equipe multiprofissional. Também foram percebidas melhorias na organização do processo de trabalho e na padronização das condutas. Como indicadores qualitativos, destacam-se a participação ativa dos profissionais nas atividades educativas e a percepção positiva quanto à relevância dos treinamentos. A experiência evidenciou impacto na qualidade da assistência prestada, com potencial para redução de eventos adversos.Por fim, a experiência também contribuiu para o desenvolvimento dos residentes, que tiveram a oportunidade de exercitar habilidades de comunicação, ensino e liderança, além de aprofundarem seus conhecimentos clínicos. Para a equipe assistencial, os treinamentos funcionaram como ferramenta de atualização e reforço das condutas, favorecendo a educação permanente em saúde e a melhoria da assistência prestada ao paciente crítico.
Os treinamentos realizados na UTI demonstraram ser uma estratégia eficaz para qualificação profissional e melhoria da assistência. Os objetivos propostos foram alcançados, evidenciando avanços na adesão a protocolos, segurança do paciente e integração da equipe. A experiência reforça a importância da educação permanente em saúde como ferramenta essencial para o aprimoramento das práticas assistenciais. Como recomendação, destaca-se a continuidade das ações educativas e sua ampliação para outros setores. Além disso, o modelo adotado apresenta potencial de replicabilidade em diferentes contextos hospitalares, contribuindo para a melhoria da qualidade do cuidado.