Autor(a)
Roberia Leopoldo Lima de Alencar
Coautor(es)
Maria Vilma Neves de Lima
Maria Tereza de Lima Ferreira
José Alexandre Gomes Pereira
Angelita Coelho Santos
Giovanna Ciarlini Varandas Sales
A mortalidade por acidentes de trânsito é considerada um grave problema de saúde pública em todo o mundo. Um dos principais fatores de risco para os acidentes de trânsito incluem o excesso de velocidade, o uso de álcool e drogas, a não utilização dos equipamentos de segurança como o cinto, capacete, a distração do motorista (como uso de celular), bem como problemas na infraestrutura viária, como estradas mal projetadas ou mal conservadas e falta de sinalização e iluminação adequadas. Em 2010 no Brasil foi lançado o programa vida no trânsito uma iniciativa do Governo Federal, desenvolvida em parceira com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização Pan-americana de Saúde (Opas), entre outras organizações, para reduzir lesões e mortes no trânsito. Diante do Programa nacional Vida no Trânsito, a Célula de Vigilância Epidemiológica- CEVEPI juntamente com a Prefeitura Municipal de Fortaleza instituiu uma Comissão para investigar e qualificar as informações sobre as mortes causadas pelo trânsito, com o intuito de fortalecer as políticas intersetoriais para prevenção da violência no trânsito.
Relatar a experiência do comitê gestor de mortalidade por acidentes de trânsito do município de Fortaleza para identificação do público acometido por acidentes e os principais fatores de risco que contribuíram para o óbito no Trânsito.
O Comitê é formado por técnicos da secretaria municipal de saúde de Fortaleza e Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania-AMC que se reúne quinzenalmente e analisa os Óbitos por meio dos dados fornecidos pelo Sistema de Informação de Mortalidade – SIM, pela plataforma VIDA, que é um Sistema AMC, dados das Ocorrências do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, Instituto José Frota Durante e o sistema da Perícia Forense do Ceará, são utilizadas ferramentas de busca, tais como Google Earth, e busca ativa online em noticiários locais, para identificação de fatores/condutas e grupos de risco. Após as avaliações são realizados pontuações do quadro múltiplo integrado do Programa vida no Trânsito que permite avaliar a identificação de fatores e condutas de risco e grupos de vítimas, usuários contributivos para acidentes fatais.
Durante o ano de 2024 foram investigados 178 óbitos por acidentes de trânsito, avaliando a faixa etária, tipo de acidente, tipo de vitima, principais fatores de risco. Nas investigações realizadas 47% dos óbitos foram identificados como motociclistas, 33% os pedestres vitimas de atropelamento por motocicletas e Automóveis.
Diante dos resultados encontrados, conclui-se que a investigação e análises dos óbitos mostram-se essenciais para a qualificação dos tipos de acidentes de trânsito através da identificação das principais vítimas e dos principais fatores de risco que contribuíram para que o acidente acontecesse, realizando a readequação das vias, como o limite de velocidade, ações na infraestrutura, ações educativas para prevenção de acidentes e redução de óbitos no trânsito.