Autor(a)
CAMILLA VASCONCELOS MOURA
Coautor(es)
JOSETE MALHEIRO TAVARES
JACY BEZERRA CAMINHA FERREIRA
JOÃO ANTÔNIO E SILVA NETO
RAIMUNDO RIBEIRO LOPES NETO
A Lei Brasileira de Inclusão-LBI (Lei nº 13.146/2015), relaciona a deficiência aos impedimentos físicos, sensoriais, mentais, intelectuais e cognitivos com os obstáculos atitudinais, informacionais, tecnológicos, quanto aos sistemas e meios de transporte, arquitetônicos e urbanísticos, prejudica a participação social do indivíduo, caracterizando a deficiência enquanto exclusão social. É fundamental reconhecer que os determinantes do processo saúde-doença são multifatoriais, logo as atividades voltadas à habilitação e reabilitação do paciente com deficiência física devem ser interdisciplinares. Por conta disso, o Centro Especializado em Reabilitação Nível III (CER III) Fares Andrade Said - Eusébio desde 2022 presta um serviço ambulatorial multiprofissional às modalidades física, intelectual e visual e auditiva, para pessoas adultas, adolescentes e crianças amparado na rede de cuidados à pessoa com deficiência (RCPCD) do SUS. Dentre as práticas integrativas e complementares, oferece o cuidado clinico-farmacêutico e a distribuição de medicamentos aos usuários destes serviços, com atuação sobre os efeitos das condições clínicas e saúde integral destes pacientes.
Descrever o cuidado farmacêutico na assistência multidisciplinar do CER Eusébio, com relação à habilitação, à reabilitação, ao seguimento clínico generalista e especializado na prevenção de agravos e promoção integral à saúde da pessoa com deficiência.
A experiência buscou apropriação de dados secundários a partir da análise dos prontuários de pacientes atendidos no CER Eusébio que fazem uso de medicamentos contínuos e/ou de dosagem dia. De igual modo se trabalhou dados empíricos relacionados ao acompanhamento multitprofissional neste serviço especializado, buscando identificar a evolução das condutas de pacientes e/ou responsáveis quando a aplicação da dosagem adequada, em tempo oportuno, além da guarda e armazenamento de medicamentos em domicílio, para evitar desperdício e/ou dosagem excedente ou intempestivas administradas. De igual modo se buscou trabalhar a orientação ao paciente/ responsável quanto aos riscos de automedicação, troca de medicamentos, orientação quanto ao tipo, dosagem e horários que devem ser administrados, de modo a se elevar o ganho terapêutico, potenciando a evolução e melhora clínica dos pacientes. As ações de cuidado farmacêutico foram iniciadas em ____/2022, e neste estudo se estendeu até dezembro/2023, buscando identificar os pacientes em uso de medicamentos continuados, de modo a resguardar o estoque adequado e em tempo oportuno para não se incorrer em descontinuidade da terapêutica, evitando assim riscos de complicações aos pacientes. A amostra compreendeu ____pacientes, sendo ______ do sexo masculino, ______do sexo feminino, ______adultos, _____adolescentes ______crianças de até 9 anos de idade. Cada paciente tem no seu entorno pessoas de laços afetivos e cuidado. No perío
Em 2023 houve o total de 1.214 atendimentos farmacêuticos, sendo 484 no 1º quadrimestre, 450 no 2º quadrimestre e 280 no 3º quadrimestre. Os pacientes em uso de medicamentos continuados, tiveram acesso a consultas farmacêuticas, prevalecendo orientações quanto a dosagem, armazenagem e guarda e horários para tomar os medicamentos. De igual modo foram repassadas informações quanto aos riscos de automedicação, o retorno das consultas e para evitar desperdícios. Especial destaque possa ser anotado em relação a situação de melhora/piora clínica dos pacientes atendidos, assim como os cuidadores, familiares e/ou responsáveis. Raras foram as situações de recusa ou não observância às orientações repassadas aos pacientes/responsáveis.
O cuidado farmacêutico se apresenta como opção de aprimoramento das ações integradas e multiprofissionais, típicas dos serviços como o CER Eusébio, sendo esta uma ação pioneira no município, tendo sido instigada pela percepção da necessidade de maior atenção a ser dispensada aos protocolos terapêuticos medicamentosos de pessoas com deficiências atendidas. A prática se mostra relevante, capaz de agregar por exemplo campo de estágio para estudantes de nível superior de cursos de farmácia, com estratégia de potenciar as orientações de rotina quanto ao uso racional de medicamentos, prevenção à automedicação e melhor acolhida dos pacientes às rotinas prescritas para uso adequado de medicamentos de uso continuado.