Autor(a)
Sibele Lopes Góes
Coautor(es)
Tatyana Nunes Duarte
Vanuza Cosme Rodrigues
Itatiaia Fernandes Barbosa
Brigida Alves da Silva Sousa
Magna Pinto Madeiro
A atenção primária a saude-APS, caracteriza-se como porta de entrada preferencial do SUS e lócus privilegiado de gestão do cuidado, serve como base para efetivação da integralidade. Para isso, é fundamental a alta resolutividade da APS, que por sua vez, depende da capacidade clínica e de cuidado de suas equipes, incorporação de tecnologias diagnósticas e terapêuticas e articulação com outros pontos da rede de saúde, como atenção especializada-AE. Por outro lado, o serviço de AE é marcado por diferentes gargalos, em especial no que se refere ao acesso, isso decorre devido o modelo de atenção adotado, o dimensionamento, organização das ofertas e grau de resolutividade da APS, o requer estratégias que impactem nos processos de regulação do acesso desde os serviço solicitante até as centrais de regulação. Nesse contexto, durante a oficina I do Projeto “De Braços Abertos”, evidenciou-se que as equipes não tinham controle da taxa de encaminhamentos para AE, tempo médio na fila de espera, tão pouco as especialidade que a população era encaminhada. Assim percebeu-se a necessidade de alinhar fluxos de regulação dos usuários atendidos na APS de Jaguaribe com referência para os demais níveis de atenção. Diante disso, em maio de 2024 implanto-se a regulação descentralizada para APS em 4 unidades basicas de saúde-UBS, responsáveis pela assitencias de 30% da populção, e que distam aproximadamento 50km da sede da regulação municipal, como meio de assegura a integralidade do atendimento.
Geral: Gerenciar todas as solicitações de encaminhamento para a atenção secundária, fazendo fluxos entre a equipes da APS para a Central de Regulação do município. O paciente deve ser encaminhado pela ESF e também recebe a confirmação do agendamento para consultas, exames assim como transporte sanitário pela própria ESF. Específicos: Receber na recepção da ESF todas os encaminhamentos para a atenção secundária dos pacientes Enviar para a Central de Regulação municipal todos os encaminhamentos dos pacientes de acordo com os protocolos da atenção especializada via e-mail Receber da Central de Regulação confirmação de todos os agendamentos para a atenção especializada Entregar através dos agentes de saúde ou diretamente aos pacientes os agendamentos para a atenção especializada e orientar devidamente os protocolos de atendimentos e realização de exames, bem como agendamento de transporte sanitário.
Trata-se de um relato de experiência realizado no município de Jaguaribe , iniciado em maio de 2024, a partir do diagnóstico situacional do acesso a Central de Regulação do município, bem como da gerencia da APS dos encaminhamentos realizados pelas ESF a AE. Em uma breve análise das 13 UBS, observou-se 4 com maior fluxo de encaminhamentos e distantes da sede da Central de Regulação do municipio, juntas são responsáveis pela assitencia de saúde de 10.162 usuarios, critérios usados para defini-las para iniciar o novo fluxo de descentralização da regulação na APS. Realizou-se visitas pela equipe de regulação e tecnologia da informação nas unidades adscritas, para implementar a estrutura e logistica para essa descentralização. Capacitou-se a ESF conforme descrita a seguir: Os agentes comunitários de saúde, para disseminar à população a respeito do novo fluxo de regulação Os profissionais da ESF para orientar a receber as referências, bem como os exames necessários conforme protocolos da regulação, com treinamento teórico prático para scannear os mesmo e enviar de forma individual por email para a central de regulação do município Por fim, foi alinhado o monitoramento do email para recebimento das confirmação do agendamento e transporte sanitário para o usuario regulado. Após efetivação dos passos descritos foi implantado a regulação descentralizada nas quatro UBS adescritas e o monitoramento do funcionamento é de responsabilidade da gestão da ESF e da Central de Regulação.
Há aproximadamente dez meses, os usuários que residem nas localidades mais distantes da sede do município utilizam a contento o serviço descentralizado de regulação através da APS. Por sua vez as UBS tem a garantia que todos os encaminhamentos solicitados foram inseridos na Central de Regulação, acompanhando a taxa de encaminhamentos para atenção especializada, e a proporção de usuários e tempo médio na fila de espera por especialidade. O fluxo de pacientes na central de regulação do municipio reduziu consideravelmente, o que permite mais tempo para a equipe que compõe a central municipal de organizar os encaminhamentos, sejam na inserção na central estadual ou na central para o ambulatorio especializado da policlinica e do municipio. As equipes de saúde passaram a ser os responsáveis pela garantia de inserção do paciente na fila de acesso ao atendimento especializado, a a continuidade do atendimento inciado na APS, assegurando a integralidade, universalidade e longitudinalidade da assistência. Os profissionais envolvidos no precesso, relatam a satisfação dos usuarios em ter disponível o serviço dentro da propria UBS, não necessitando o deslocamente até a sede do municipio, onde por muitas vezes o valor desse deslocamento é exorbitantes. A ESF considera essa estratégia como um grande ganho para o serviço, que permite a UBS uma maior autonomia na continuidade do atendimento prestado, consequnetemente sentem-se mais resolutivos perante as necessidade da comunidade.
Assim concluímos que a descentralização da regulação evidencia o caráter promissor da incorporação de atribuições regulatórias mais robustas na APS para a coordenação do cuidado, desde que adequadamente sintonizadas com o processo de trabalho das unidades, com a conformação de redes regionalizadas e com as instâncias encarregadas da gestão das ofertas assistenciais da rede, incluindo seu planejamento e programação. A reorganização dos processos de trabalho na APS requer conhecimentos, habilidades e atitudes, o que impulsiona a realização de estratégias que atendam as necessidades da população. Esse ponto de vista fica bem evidenciado com o projeto “De Braços Abertos” que vem proporcionou esse movimento na APS compreendendo que o caminho é longo, mas o percurso está sendo trilhado com planejamento, compromisso e responsabilidade. A descentralização da regulação da AE na APS, faz parte desse processo de recontrução do novo modelo da APS que vem sendo implantado, e sua expansão está sendo planejada para as demais UBS do município, por entender que esse fluxo colabora com mais acesso, oportunidade e melhoria de satisfação do usuário.