Autor(a)
Pedro Henrique Freitas Sousa
Coautor(es)
Luanda Vasconcelos do Nascimento Dutra
Evaldo Eufrasio Vasconcelos
Barbara Stephany Sousa
Ana Rita de Sousa Vasconcelos Brandão
Danielle Samira Vasconcelos Araujo
Ingrid Magila Sousa
Alisson de Sousa Freitas
Andréia Carla Brandão Vasconcelos
A epidemia global de diabetes é impulsionada principalmente por fatores como o sobrepeso, a obesidade, o estilo de vida sedentário e o aumento do consumo de dietas pouco saudáveis e hiper processadas, Segundo dados da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) nos últimos 30 anos, o número de pessoas com diabetes mellitus aumentou quatro vezes em todo globo terrestre, classificando-a como a nona principal causa de morte no mundo. Hoje, cerca de 1 em cada 11 adultos entre 20 e 40 anos no planeta vive com diabetes mellitus, sendo que 90% desses casos são do tipo 2. Hoje município de cruz conta 31,847 habitantes segundo senso IBGE 2024, desses, 3486 são diabéticos, cerca de 10,94% da população. O diagnóstico de diabetes mellitus (DM) é feito por meio da detecção de hiperglicemia, utilizando exames como a glicemia plasmática de jejum (GJ), o teste de tolerância à glicose oral (TTGO) e a hemoglobina glicada (HbA1c), ambos também são fatores de estratificação de risco para diabéticos tipo 1 e 2. Diante disso, o presente trabalho traz um levantamento de dados, e mostra a necessidade de aplicar um questionário para identificar os risco desses pacientes diabéticos e da população geral com objetivo de apontar novos portadores da patologia e possíveis pacientes de risco, com intuito também de mostrar a importância de um acompanhamento nutricional desses pacientes.
Estratificar pacientes diabéticos de risco e intervir através da alimentação, otimizar o trabalho de vigilância alimentar nutricional desses pacientes
A incorporação de um questionário a ser aplicado na população geral e diabética surgiu através da 27º campanha nacional gratuita em diabetes, de prevenção das complicações, detecção, orientação e educação (novembro/2024), onde foi identificada a importância de estratificar o risco de pacientes diabéticos ou não diabéticos, para serem tratados na Atenção Básica. O método foi criado por um nutricionista da Emulti, baseado no marcador de consumo alimentar, e com foco em identificar o estilo de vida da polução local, levantando questões sobre frequência alimentar, consumo de açúcar, água, fibras e gorduras boas, alem de questionar se o paciente faz acompanhamento nutricional. O marcador foi aplicado por todas as 14 equipes de saúde da família do município, incluindo os 4 nutricionistas que fazem parte da Emulti, ACSs, enfermeiros e médicos, profissionais esses que também são responsáveis pelo diagnostico e acompanhamento de pacientes portadores de diabetes.
A recente aplicação desse marcador conseguiu alcançar 513 pacientes homens e mulheres, de idades que variam entre 10 e 100 anos, que posteriormente foi aplicado em formulário do Google para coleta de resultados, com isso, foi possível identificar 32 pessoas com glicemia capilar em jejum alterada (+100), e 85 pessoas entre diabéticos e não diabéticos com a glicemia capilar acima de 180, sendo que 16 desses não sabiam dessas alterações, e 69 que já eram diabéticos. Para estratificar o risco dessas pessoas foram levados em consideração os pacientes com glicemia acima de 180 e adicionado filtros como, baixo consumo de fibras, frequente consumo de carboidratos, consumo de açúcar diariamente, e a falta de acompanhamento nutricional chegando ao resultado final de 10 pacientes diabéticos que podem ser um risco em potencial para desenvolvimento de pés diabéticos, doenças cardíacas, doenças renais, entre outras.
A Inclusão do questionário para estratificar a diabetes dentro das equipes de saúde oportunizou a ampliação do conhecimento e da identificação de novos pacientes diabéticos e de portadores da patologia em status descompensada, alem disso, a partir da aplicação desse método o município conseguiu identificar e mostrar a importância do acompanhamento nutricional e da ampliação do quadro de profissionais nutricionistas dentro da atenção básica para trabalhar essa população, fortalecendo a vigilância alimentar e nutricional e iniciar a intervenção de pacientes de risco com fins de diminuir filas de unidades básicas de saúde e hospitais.