Autor(a)
Telianne Maria de Andrade Castro
Coautor(es)
JOAO MARCOS NUNES GADELHA
EMMANOEL PEIXOTO SARAIVA LIMA
SANDRO RIBEIRO DA SILVA
CAROLAINE DA SILVA GUIMARÃES
GARCIA DO SOUZA NETO
JUCIANE PORFÍRIO DA SILVA
LEYDIANE GOMES ALMEIDA
MARIA SALETE GALVÃO MOREIRA
GEILSON GONÇALVES DE LIMA
RAFAEL ANDERSON ABREU GURGEL
O faturamento hospitalar é uma atividade que transcende a contabilização de despesas e receitas. É uma das áreas mais exigentes, complexas e desafiadoras na gestão de hospitais. Afinal, administrar contas hospitalares não é apenas uma questão de enviar procedimentos ou AIHs e alimentar sistemas de informações. Muito pelo contrário, no ambiente hospitalar, esses são procedimentos que exigem muita atenção aos detalhes.
Desenvolver um plano estratégico de padronização e controle para corrigir os desencontros de informações, prevenindo falhas e reduzindo erros.
Trata-se de um relato de experiência sobre a estratégia desenvolvida no Hospital Geral Manuel Assunção Pires, do município de Aquiraz - Ceará, durante os meses de janeiro a março de 2024 com a implantação da equipe de análise e controle dos serviços desempenhados, identificando causas de glosas, realizando correções imediatas e desenhando fluxos e contra fluxos operacionais, gerando assim, o controle dos serviços prestados e a correta cobrança e faturamento.
Trabalhamos com uma amostra de 193 prontuários, destes, após auditoria, deixamos aptos para faturar 173 e identificamos as seguintes causas de glosas: ausências e incompatibilidades do CID e do código do procedimento, tipo de leito, ausência de relatório de alta, anamnese e exame físico e diária de acompanhante, além de equívocos na classificação se o procedimento é eletivo ou urgente. Realizamos o contra fluxo desses prontuários, corrigindo e deixando aptos para o faturamento.
De forma simples, foi possível apurar uma série de erros básicos que necessitam de padronização e controle, em especial, de uma prática de internação hospitalar eficaz, envolvendo toda a cadeia hospitalar desde a porta de entrada até a alta do paciente e capacitação de recursos humanos que possibilite a centralização de dados e informações.