Autor(a)
ROZZANA OLIVEIRA TABOSA
Coautor(es)
REBECA NUNES ANDRADE
FRANCISCA VILMA DE OLIVEIRA
ANDREANNE CAETANO ALMEIDA CARNEIRO
CLARA SAMARA DOURADO BRAGA
ELANA RUBIA SOUSA PINTO
A Atenção Primária a Saúde é caracterizada por um conjunto de ações, no âmbito individual e coletivo, que envolve a promoção, proteção, prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação da saúde. Tem como objetivo a redução de danos e a manutenção da saúde das pessoas, através do desenvolvimento de uma atenção integral voltada para o conhecimento dos determinantes e condicionantes de saúde das coletividades. O Ministério da Saúde está trabalhando para fortalecer e engajar a vacinação das populações tradicionais quilombolas, ribeirinhas e indígenas, promovendo, assim, o cuidado integral em saúde. As comunidades quilombolas, como espaços étnico-raciais, possuem características peculiares que influenciam diretamente a saúde. A compreensão das interações entre identidade, território e saúde é fundamental para fornecer um cuidado de saúde mais eficaz e respeitoso, alinhado às suas necessidades específicas. A organização e a gestão dos processos de trabalho, nas equipes de saúde da família, em especial na área quilombola, consiste no desenvolvimento de ações dotado de valores, comportamentos e intencionalidades de forma a satisfazer as necessidades da população especifica. A construção de um plano de imunização atendendo as necessidades e peculiaridades da população quilombola, de forma a melhorar as coberturas vacinais dentro do quilombo.
A Atenção Primária a Saúde é caracterizada por um conjunto de ações, no âmbito individual e coletivo, que envolve a promoção, proteção, prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação da saúde. Tem como objetivo a redução de danos e a manutenção da saúde das pessoas, através do desenvolvimento de uma atenção integral voltada para o conhecimento dos determinantes e condicionantes de saúde das coletividades. O Ministério da Saúde está trabalhando para fortalecer e engajar a vacinação das populações tradicionais quilombolas, ribeirinhas e indígenas, promovendo, assim, o cuidado integral em saúde. As comunidades quilombolas, como espaços étnico-raciais, possuem características peculiares que influenciam diretamente a saúde. A compreensão das interações entre identidade, território e saúde é fundamental para fornecer um cuidado de saúde mais eficaz e respeitoso, alinhado às suas necessidades específicas. A organização e a gestão dos processos de trabalho, nas equipes de saúde da família.
Trata-se de um projeto de intervenção para a construção de Plano de Vacinação Quilombola, no município de Tururu-Ce. A metodologia utilizada na elaboração do projeto de intervenção foi sistematizada em três eixos, são eles: identificação da oportunidade para uma ação social estratégica, diagnóstico e elaboração do projeto de intervenção. A fase da identificação da oportunidade se deu após a Conclusão do Curso de Atualização em Imunização para Profissionais de Vacinação da Saúde Quilombola, onde dentro da metodologia do curso, propunha a construção de um projeto de intervenção no território, onde foi realizada visitas a área, para diagnóstico da situação das salas de vacina. Partindo do entendimento de que as políticas públicas devem ser voltadas para as causas do problema, identificou-se ali uma oportunidade de intervenção e após esses momentos integrativos, roda de conversas com as mães e equipes foi identificado as reais necessidades para construção do Plano. Realizado no período de Setembro a Outubro de 2024.
A comunidade quilombola de Conceição dos Caetanos possui uma unidade de Saúde localizada na sede do distrito, a UBS Teresa Barroso Bonfim, com população cadastrada de 1601 pessoas. A sala de vacina fica dentro da UBS, e atende por livre demanda, a todas as mães que buscam o serviço. O vacinador da unidade é membro da comunidade quilombola e tem total conhecimento de área. A estratégia da construção do Plano de Intervenção surgiu como etapa do Curso de Imunização para área quilombola. Realizamos reunião Inter setorial com Atenção Primária do município, coordenadora da Imunização, Enfermeira da área quilombola, liderança comunitária, acs quilombolas. Foram identificadas diversas necessidades e dificuldades, dentre elas: por muitos anos tivemos o território descoberto por parte dos agentes de saúde, dessa forma sendo difícil fazer o levantamento da população, recentemente tivemos duas novas agentes de saúde, que entraram e são membros da comunidade, facilitando acesso a população. Acesso ruim no período chuvoso, estradas com difícil acesso as localidades. Foram identificadas necessidades estruturais para sala de vacina, como a falta de equipamentos, mobília e estruturais. Foi construído um Plano de Ação que inclui desde a adequação da sala de vacina, implantação de kits de emergência até a solicitação de imunizantes específicos para essa população como a PNEUMO 23 na rotina da população.
A vacinação caracteriza-se por uma ação simples e de grande eficácia na prevenção de doenças imunopreveníveis, sendo uma das principais ações de promoção da saúde inserida no contexto da atenção básica. Diante disso, discutir sobre essa temática é de fundamental importância para a manutenção da qualidade dos serviços, visando desde um armazenamento adequado, até a administração e captação precoce de crianças faltosas nas unidades em área quilombola. A educação continuada, para a atualização de conhecimentos sobre imunização dos profissionais, faz-se necessário, em especial para esses territórios. Diante dessa construção coletiva de Plano, espera-se traçar ações mais efetivas em relação a imunização no território quilombola, com a priorização das vacinas especificas para esse público, que é possui especificidades características e agravos. Buscamos diminuir as desinformações e notícias falsas que têm atrapalhado a imunização de quilombolas, reforçar a busca ativa, conforme as estratégias de cuidado no âmbito local, e o diálogo permanente com essas comunidades e suas lideranças.