Autor(a)
Cicero Tiago Fernandes Pereira
Coautor(es)
Aristeu Arruda de Oliveira Neto
Adriana Ferreira Gomes
Elistenio da Nobrega Lima
Gabriela Gondim Alves
Angélica Barreira Pinheiro
Ibicuitinga é hoje uma cidade em desenvolvimento. Ainda que uma cidade recente. A partir da regionalização de saúde do estado, o município pertence a superintendência do sertão central. A rede de saúde local atualmente se apresenta com seis (06) equipes de saúde da família, com 100% de cobertura de agentes comunitários de saúde (30), agentes de combate a endemias (14), unidade mista (01), equipe multiprofissional (01). Município configurado de pequeno porte, onde a Atenção primária a saúde é a principal porta de entrada dos usuários e ordenador do cuidado da saúde local. Ao perceber o potencial de articulação da atenção primaria ao nível territorial, várias estratégias de promoção a saúde e prevenção de doenças são disparadas com vista para os indicadores epidemiológicos de saúde. Mais precisamente no de 2019 o município sinalizava alerta em algumas áreas territoriais com médio risco e alto risco de transmissão de dengue, zika ou chikungunya devido ao índice elevado, baseado no Levantamento de índices amostral, também levando em consideração as inúmeras notificações. Algumas estratégias foram compartilhadas e ações Intersetoriais foram necessárias para que esses indicies pudessem diminuir a morbimortalidade relacionada a possíveis epidemias de arboviroses no município. A partir dos dados do LIA, a secretaria de saúde, educação e infraestrutura/obras, elaboram uma ação conjunta, esta forma foi pensado um plano de ação territorial.
Desenvolver atividades de prevenção e controle de processos epidêmicos de arboviroses.
Incialmente foram realizados reunião com gestores da atenção primaria, epidemiologia, endemias e equipe multiprofissional, com objetivo de socializar dados epidemiológico e pensar em estratégias urgentes. Logo foi percebido a necessidade de outros atores, tivemos outros encontros com representantes da educação, obras e gabinete, daí uma ação macropolítica começa a ser estruturada. Após ser apresentados os territórios de saúde com médio e alto risco de infestação, começou a ser planejado a ação pratica. Em parceiria saúde e educação pelo viés do programa saúde na escola, foi realizado inicialmente nas áreas que já sinalizavam alerta, ações de educação e saúde, uma grande comitiva de gestores, agentes comunitários de saúde, de endemias, equipes de médicos, enfermeiros estiveram nas escolas. Reunimos alunos de 6º a 9º do ensino fundamental, apresentando o plano de ação, a princípio procurou-se estabelecer com os estudantes uma relação empática, visando aproximação para manter uma relação de confiança. As atividades educativas aconteceram no pátio da escola, onde utilizou-se Alguns matérias didáticos que facilitaram a apresentação do conteúdo, dentre eles, exposição de vídeos, cartazes informativos, exposição de larvas em tubos de ensaio, dinâmicas de perguntas e respostas. apenas os alunos do 9º alunos do ensino fundamental dois, foram convidados a realizarem inspeções e vistas domiciliares fazendo orientação a população mostrando o risco de foco nos domicílios.
A organização e planejamento das ações aconteceu como já mencionado, em torna das áreas de médio e alto risco de infestação, desta forma, foi articulado juntos as UBS de referências destas áreas: Canindezinho, Viçosa, Canaçu e Santa fé. Portanto, toda a ação foi desenvolvida no território, dividindo as equipes e realizando a visita domiciliar, sendo priorizado a revisitação em imóveis que outrora os agentes de endemias já sinalizavam foco de larvas, mutirão nas ruas dos distritos com eliminação de pequenos depósitos, carro de som com orientações, panfletagem, entrega de telas para vedação de depósitos, entre outras. Os alunos e equipe de saúde colocavam para a população a importância em eliminar os fatores de risco, como o descarte dos recipientes que poderiam se tornar possíveis locais de água parada propiciando depósito dos ovos do vetor Aedes aegypti e consequentemente sua reprodução. Foi totalizado um quantitativo de pelo menos 200 imóveis visitados. 1º CICLO DE VISITAS 2019 CANIDEZINHO - 3,66% SANTANA II - 3,57 SANTA FÉ II - 8,97 2º CICLO DE VISITAS 2019 CANIDEZINHO - 1,29 SANTANA II - 2,68 SANTA FÉ II - 6,41 1º CICLO DE VISITAS 2020 CANIDEZINHO - 3,05 SANTANA II - 0,86 SANTA FÉ II - 3,95 DESCANSO - 1,03 Em 2020 tivemos a pandemia, ficamos com orientações apenas na mídias. Desta forma percebemos que mesmo em casa, a população relaxou no cuidado com sua casa. 2º CICLO DE VISITAS 2020 CANIDEZINHO - 1,28 SANTANA II - 0,87 SANTA FÉ II - 5,26 DESCANSO - 2,04
Essa experiência possibilitou reconhecer a importância da atmosfera escolar como um lugar e ferramenta de educação e saúde potente, capaz de tornar o educando protagonista no combate à dengue, chikungunya e zika, tornando-se consciente dos determinantes do processo saúde/doença. E levantou dentro de sua construção intersetorial, a verdade que o “fazer saúde” passa por várias mãos, justificado pela mobilização ocorrida entre os envolvidos. É importante perceber que tal ação gerou impactos positivos, quando falamos de indicadores em saúde, pois o mesmo após as avaliações dos ciclos do LIA, mostraram resultados em % mais baixos.