Tema: SAÚDE DIGITAL
Autor(a)
Hermes Melo Teixeira Batista
Coautor(es)
Tereza Cristina Mota de Souza Alves
Solange Kelly Lima Araújo
Ana Bruna Macêdo Matos
Rondinelle Alves do Carmo
Galba Matos Cardoso de Alencar Junior
A Lei de Benford afirma que, em conjuntos de números aleatórios a probabilidade de o primeiro dígito desses números ser 1 é maior do que a dos seguintes. Propõe a distribuição seguinte distribuição número 1 tem aproximadamente 30,1% de chances de ser o primeiro 2, com 17,6% 3, com 12,5% e assim por diante, até chegar ao dígito 9, com 4,6% de chance. Já foi utilizada na avaliação do número de casos em pandemias anteriores e na identificação de falhas de notificação durante a pandemia COVID-19.
Avaliar a fila de solicitações de UTI COVID-19 na região do Cariri, sob o olhar da Lei de Benford e identificar a presença de possíveis falhas nas ocorrências dos estabelecimentos solicitantes e/ou dos Hospitais Pólo.
Intervenção estratégica com foco na qualificação das solicitações de leitos de UTI covid, com atividades educativas e orientativas aos profissionais de saúde da Rede de Saúde do Cariri realizando monitoramento diário das Filas de solicitações, quadro clínico e indicações de internamento em UTI, estoques de oxigênio das unidades (orientação quanto o registro estoque/demanda) e falhas de equipamentos dentro das UTIs Covid. A telemedicina foi utilizada como instrumento de comunicação entre a Central de Regulação e a Rede.
A análise da Fila de UTi covid ao longo do tempo, mostrou discrepância com a Lei de Benford, o que sugeriu atipias dentro da Rede. Foram identificados dados falseados nas solicitações com solicitações de UTI que não atendiam os critérios definidos, UTIs com problemas em ventiladores mecânicos e monitores, além de falta de insumos. Medidas foram tomadas para sanar essas deficiências em tempo hábil e atender a sobrecarga da demanda da Rede.
A Lei de Benford mostrou-se ferramenta eficaz na identificação da existência de falhas nas solicitações de UTI covid, permitindo a atuação da Central de Regulação na identificação dessas falhas, que surgiram principalmente em inconformidades no tipo de leito solicitado, problemas de gestão dos estoques de oxigênio em alguns municípios, aliados a uma crescente demanda, equipamentos danificados e estoques de insumos insuficientes em algumas UTIs.