Tema: GESTÃO DO TRABALHO E DA EDUCAÇÃO NA SAÚDE
Autor(a)
EMERSON DE OLIVEIRA GOMES
Coautor(es)
A escola é, por natureza, um espaço de intensa circulação de pessoas, interações sociais e atividades dinâmicas que envolvem movimento, exploração e aprendizagem. Por esse motivo, também é um ambiente onde emergências podem surgir a qualquer momento, exigindo dos profissionais capacidade de resposta rápida e segura. A Lei Lucas (Lei nº 13.722/2018) reforça a necessidade urgente de preparar as instituições de ensino para atuar de forma qualificada diante de acidentes ou situações críticas. Com base nesse marco legal, o presente projeto propõe a implementação de um programa estruturado de Atendimento Pré-Hospitalar (APH) para cuidadores escolares do município de Itaiçaba, envolvendo formação prática, metodologias ativas, avaliação diagnóstica e ações de segurança preventiva. A motivação central deste projeto está alicerçada na necessidade de proteger vidas, reduzir riscos e fortalecer a cultura de segurança na comunidade escolar. Acidentes como quedas, engasgos, queimaduras, convulsões, febre súbita, traumas e ferimentos são relativamente frequentes no cotidiano escolar. Grande parte desses eventos exige intervenção imediata, e os primeiros minutos são cruciais para evitar complicações e salvar vidas. Além da exigência legal imposta pela Lei Lucas, existe um forte imperativo ético e humano. O município de Itaiçaba, localizado no litoral leste do Ceará, apresenta características demográficas e educacionais que influenciam diretamente as necessidades da rede escolar. Com forte presença de comunidades tradicionais, zonas rurais e população jovem, a educação desempenha papel central na organização social e no desenvolvimento humano. O público-alvo principal deste projeto são 25 cuidadores escolares pertencentes à rede municipal e estadual de ensino de Itaiçaba – CE.
OBJETIVO GERAL Capacitar 25 cuidadores escolares de Itaiçaba – CE em procedimentos básicos de Atendimento Pré-Hospitalar (APH), promovendo maior segurança, preparo técnico e cultura de prevenção nas unidades escolares, conforme estabelecido pela Lei Lucas. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 1.Desenvolver competências práticas dos cuidadores em primeiros socorros. 2.Permitir que os profissionais reconheçam situações de risco e atuem de forma rápida e segura. 3.Realizar avaliação diagnóstica e pós-formação via Google Formulários para análise de resultados. 4.Simular situações reais de emergência para treinamento de resposta rápida. 5.Reduzir a ocorrência e a gravidade de incidentes escolares. 6.Fortalecer a autonomia, confiança e capacidade crítica dos cuidadores. 7.Instituir cultura permanente de prevenção dentro das escolas do município.
METODOLOGIA — Sala de Aula Invertida + Avaliação Diagnóstica A metodologia adotada combina Sala de Aula Invertida (Flipped Classroom) com avaliação diagnóstica digital, práticas simuladas e atividades colaborativas. A capacitação ocorreu em uma oficina formativa com duração total de 10 horas, organizada em três etapas: 1ª Etapa – Avaliação Inicial (Antes da Oficina) Antes do início das atividades presenciais, os 25 cuidadores responderam a um questionário diagnóstico via Google Formulários com o objetivo de: •Conhecer o entendimento prévio sobre primeiros socorros •Identificar medos, dúvidas e inseguranças •Avaliar experiências anteriores com emergências •Levantar expectativas sobre a oficina •Orientar a metodologia conforme a realidade do grupo. Esse instrumento permitiu delinear um perfil realista da turma e ajustar o planejamento pedagógico. 2ª Etapa – Estudo Prévio – Sala de Aula Invertida Antes do encontro prático, foram disponibilizados: •vídeos educativos sobre primeiros socorros •textos curtos e fichas de leitura •situações-problema para reflexão •materiais ilustrados •conteúdos introdutórios em formato digital. Essa preparação prévia favoreceu a autonomia dos cuidadores e criou uma base cognitiva que ampliou o aproveitamento da oficina. 3ª Etapa – Oficina Presencial (10 horas) — Ênfase na Prática A oficina de 10 horas foi desenvolvida com foco em: •simulações realistas •dramatizações de acidentes •estudo de casos reais •resolução colaborativa de problemas •treinos guiados de técnicas de APH •debates reflexivos A ênfase foi 100% prática e vivencial, garantindo que os cuidadores aprendessem “fazendo”, e não apenas ouvindo. 4ª Etapa – Avaliação Pós-Oficina Ao final da formação, os cuidadores responderam um segundo questionário via Google Formulários, para mensurar: •evolução dos conhecimentos, •segurança ao agir, •capacidade de reconhecer situações de risco, •satisfação com a formação, •domínio técnico adquirido. Essa análise comparativa (pré e pós) permitiu medir o impacto real da oficina e identificar necessidades de formação continuada.
Foram atendidos 4 escolas e 25 cuidados capacitados. •Aumento significativo da segurança escolar. •Cuidadores mais confiantes e preparados para agir em intervenções de APH. •Redução do tempo de resposta frente a acidentes. •Identificação precoce de riscos. •Formação de cultura preventiva. •Melhora expressiva nos resultados pós-oficina (conforme Google Forms). •Engajamento maior das famílias e da comunidade educativa.
O projeto de APH nas escolas de Itaiçaba – CE representa uma ação essencial para a promoção de ambientes educacionais seguros, conscientes e preparados. A formação dos 25 cuidadores, estruturada com metodologia ativa, avaliações diagnósticas e práticas intensivas, não apenas cumpre a Lei Lucas, mas fortalece vínculos, valoriza profissionais e protege vidas. Investir em primeiros socorros é investir no futuro, no bem-estar e na dignidade de cada estudante. Este projeto deixa um legado: o compromisso permanente com a vida e com a educação de qualidade. O projeto traz necessidades inerentes a serem implementadas nas escolas como forma de prevenções e agilidades as possíveis intercorrências de risco de saúde dos alunos dentro da escola. Portanto estabelece como uma ação fácil de implementação e replicabilidade.