Autor(a)
CRISANGELA SANTOS DE MELO
Coautor(es)
Quiteria Maria Magalhaes Lima Brito
RAPHAELY LEANDRO DA FONSECA
STEFANY PEREIRA DA SILVA
ISAAC LEVI FERNANDES CASSIANO
VIVIANE MARIA GUILHERME CARNEIRO
A atenção primária à saúde (APS) se consolidou como serviço preferencial e porta de entrada dos sistemas de saúde, desde 1978 na Declaração de Alma-Ata. No Brasil, a partir da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) em 2011, as equipes de Consultório na Rua (eCR) foram instituídas. Formada por profissionais de nível superior e médio há depender da modalidade adscrita, o município de Juazeiro do Norte-CE viabiliza a construção/implementação do programa em território. As equipes de eCR têm como principal objetivo a ampliação do acesso da pessoa em situação de rua à saúde e quando necessário, a utilização das instalações das Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Este estudo teve como objetivo descrever o processo de implementação do Consultório de Rua e a atuação da estratégia saúde da família na longitudinalidade do cuidado, no município de Juazeiro do Norte-CE
O presente estudo é considerado estudo descritivo, do tipo relato de experiência, no qual se descreve a vivência dos coordenadores da atenção primaria a saúde e a equipe multidisciplinar do consultório de rua no processo de implementação do programa na rede municipal. Sobre a perspectiva metodológica, o relato de experiência é uma forma de narrativa, de modo que o autor, quando narra através da escrita, está expressando um acontecimento vivido. Tem a finalidade de descrever uma experiência que pode contribuir com a construção de conhecimento na área de atuação, bem como obtenção de melhorias para gestões municipais.
Diante o exposto, realizar o diagnóstico das condições de saúde da população em situação de rua é fundamental para identificar as intervenções necessárias para a atenção integral. Dado este como primeiro passo. Precisaríamos explanar como funciona o programa e os fluxos estabelecidos na rede para implementação e adequação nas ESF’s. Garantir que a(o) cadastrada(o) seja acompanhada(o) pelo agente de saúde de referência no primeiro atendimento na UBS é fundamental. E na rua também não seria diferente o cadastro ele é feito no próprio “território” pelo agente social ou enfermeiro e com base abrimos o prontuário eletrônico do paciente, garantindo o acesso às informações pertencentes do usuário na rede de abrangência.
Com tudo já se observa a transversalidade da APS e o consultório na rua, a garantia do acesso aos serviços de saúde e cuidado integral, ampliado as possibilidades de detecção precoce, tratamento, acompanhamento e a cura de agravos crônicos e infectocontagiosos.