Autor(a)
Luzilene Moreira Nogueira
Coautor(es)
Larissa Oliveira Sousa
Sheila Maria Moreno Martins
Michelly da Costa Rocha
Ana Vitória de Souza Costa
Allison Fernandes Filizola
Juscelino Alexandre da Silva Bezerra
A Profilaxia Pré-Exposição PrEP, utilizada para evitar a infecção pelo HIV, surge como um instrumento fundamental na diminuição da transmissão do vírus, dando resultados satisfatórios na prevenção de novos casos de infecção. Em 2020 foi implantando a PrEP no SAE de Maracanaú, serviço de referência em HIV/Aids, vinculado à Secretaria de Saúde de Maracanaú. Atualmente são atendidos 172 pacientes acompanhados com a profilaxia contra a infecção pelo HIV. O presente trabalho visa demostrar o perfil das pessoas que utilizam a PrEP neste serviço especializado.
Identificar o perfil dos pacientes usuários de PrEP atendidos no SAE de Maracanaú
Trata-se de um trabalho quantitativo descritivo, que analisou os cadastros dos 172 usuários da PrEP acompanhados no SAE. O presente estudo mostra a tendência do perfil das pessoas que estão efetivamente tendo acesso à profilaxia.
A análise identificou, no período entre fevereiro de 2020 a setembro de 2024, como perfil predominante dos usuários de PrEP, homens pardos, cisgêneros, homossexuais e com escolaridade de 8 a 11 anos de estudos. Em relação à orientação sexual, a população que se destaca é homossexual, com 61%, sendo 26 % de pessoas que se identificam como heterossexual e como bissexual totalizam 13% das pessoas que usam a PrEP. Sobre a identidade de gênero, a maioria se identificou como sendo homem cis, totalizando 80%, sendo 16% mulher cis e 4% se identificou como mulher trans. Observamos que em relação à idade, a maioria é jovem, representando 40% dos usuários na faixa etária de 19 a 30 anos. Aqueles com idade entre 30 a 40 anos, somam 31% dos usuários. Sobre a raça, 64 % identificou-se como pardo, 23% se identificou como branco, sendo 10% dos usuários, aqueles que se identificaram como preto. No que refere à escolaridade, foi identificado que 49% do público tem entre 8 a 11 anos de estudos. Com mais de 12 anos de estudos, somam 44% dos indivíduos e 6% tem entre 1 a 7 anos de escolaridade.
O estudo permitiu identificar informações que podem gerar conhecimentos sobre formas e caminhos para expandir o acesso aos públicos prioritários para a PrEP, que são as populações-chave, por concentram o maior número de casos de HIV. Evidenciou-se também a necessidade de promover o acesso à PrEP para travestis e transexuais, pela condição de alta vulnerabilidade social e por sofreram mais estigma e discriminação nos serviços de saúde.