Tema: VIGILÂNCIA EM SAÚDE NO MUNICÍPIO/DISTRITO FEDERAL
Autor(a)
Rebeca Gomes Costa
Coautor(es)
Luciana Barreto Araújo
ROSANA DE FÁTIMA RODRIGUES DE FIGUEIREDO
Em 1981 surgiram os primeiros casos de AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Humana ) detectados no Brasil, e até 1990 já haviam 24.5114 casos registrados com alta letalidade e profissionais inexperientes no manejo clínico. Com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) o processo de reorganização e universalização das ações de vigilância, prevenção e controle, a rede de serviços do Sistema Nacional de Vigilância em Saúde (SNVS) foi fortalecida (TEIXEIRA et al, 2018). No Brasil, na resposta inicial à epidemia abordou estratégiascom ênfase na promoção da saúde/prevenção, como educação em saúde e estímulo ao uso de preservativos (BARROS, 2018). Atualmente o financiamento para o enfrentamento ao HIV/AIDS é desafiador e não se restringe apenas a dimensão econômica, houve retrocesso e desfinanciamento do SUS e da Política Nacional de Enfrentamento a AIDS, caracterizando a saúde e a seguridade social como catalizadores do retrocesso. É preciso problematizar a crise atual do Brasil e o enfrentamento ao HIV/AIDS (AGOSTINI et al, 2019) .
relatar o processo de implantação do serviço de infectologia no município de Icó e suas repercussões na assistência. Antes do serviço os pacientes enfrentavam longas esperas em relação à marcação de consultas, exames e acesso a medicamentos já que essa especialidade era concentrada em municípios maiores e distantes de Icó, como os municípios de Juazeiro do Norte e Fortaleza. Justificamos que com a inauguração do atendimento em Icó foi possível garantir maior adesão aos pacientes, pois estes passaram a ter acesso a sua terapia antirretroviral em Unidade Dispensadora de Medicamentos (UDM) que passou a atender os pacientes de toda a ADS Icó composta por 7 municípios (Icó, Orós, Umari. Ipaumirim, Baixio, Cedro e Lavras da Mangabeira) onde Icó é o polo da região.
Trata-se de um estudo no formato de relato de experiencia, com organização estruturada e descritiva a implantação do serviço de infectologia. A Secretaria Municipal de Saúde do município de Icó implantou no ano de 2017 com recursos próprios, o Serviço de Atenção Especializada em já que essa especialidade era concentrada em municípios maiores e distantes de Icó, como os municípios de Juazeiro do Norte e Fortaleza. O supracitado serviço conta com profissionais de nível superior com formação direcionada para a sua área de atuação: médico infectologista, enfermeira sanitarista e epidemiologista.
Indo em contraposto a toda a crise no financiamento das Políticas públicas voltadas para o enfrentamento das ISTs/AIDS, e no intuito de aperfeiçoar o acesso ao tratamento e descentralizar o serviço dos grandes centros no atendimento as pessoas vivendo com HIV/AIDS (PVHIV) a Secretaria Municipal de Saúde de Icó implantou no ano de 2017 com recursos próprios, o Serviço de Atenção Especializada em Infectologia. Obtendo os seguintes resultados: hoje o serviço conta com 70 pacientes atendidos por CID 10 B24, ou seja, Doença Pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), e atende ainda outros agravos infectocontagiosos e de importância em saúde pública como: Infecções no entanto nosso enfoque principal são as PVHIV.Os profissionais atuam com consulta compartilhada e com linhas de cuidado delimitadas conforme necessidades do paciente. Além do atendimento presencial os pacientes e profissionais de saúde das redes de atenção a saúde municipais, contam com teleconsulta pois possuem acesso direto aos profissionais vinculados ao serviço especializado para que condutas possam ser ajustadas junto ao infectologista no manejo clínico dos pacientes com doenças infectocontagiosas.
concluímos que o serviço é uma experiência exitosa e que vários foram os ganhos após a implantação do serviço, pois os pacientes que outrora tinham baixa adesão, carga viral detectável passaram a ter carga viral indetectável e intransmissível devido ao monitoramento de perto e acesso aos medicamentos e consultas. É gratificante visualizar a adesão dos pacientes e a expressiva melhora clínica dos mesmos, o relato dos pacientes ao sinalizarem que sonhavam com este serviço proximo as suas residencias, acessível aos seus familiares comove os profissionais idealizadores do projeto, pois tornam todo o esforço recompensador.Trabalhar o empoderamento dos mesmos acerca do HIV/AIDS e lutar contra o estigma e preconceito é motivador e nos impulsona a lutar e defender o SUS e a Política de Humanização dos Serviços.