Tema: SAÚDE REPRODUTIVA
Autor(a)
Fabricy Fernandes da Mota
Coautor(es)
Inara Araújo Fernandes Lima
Ítalo Silva da Cruz
Tatiane de Sousa Paiva
Luis Carlos do Nascimento
A adolescência é definida como uma fase da vida entre 10 e 19 anos de idade, sendo uma passagem da infância para a vida adulta, tornando-se um período de grandes mudanças. Logo, realizar um diálogo sobre saúde reprodutiva com esse grupo através de educação em saúde com palestras é de grande relevância, pois promove a escuta sobre o assunto e retirada de dúvidas e repasse de informações corretas, construindo assim para o conhecimento claro sobre a temática. Nessa perspectiva, torna-se importante abordar com os adolescentes assuntos relevantes, como utilização e uso correto de métodos contraceptivos e sintomas, diagnóstico e tratamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), com a finalidade de prevenir as ISTs e gravidez indesejável na adolescência, dessa forma, minimizando as mazelas sociais ocasionadas por essa problemática e diminuindo efeitos emocionais e sociais para a vida do adolescente. Problemática esta que pode desestruturar a vida do jovem e interferir negativamente no ciclo de vida, já que por muitas vezes impede a continuidade dos estudos e o acesso ao primeiro emprego com uma gravidez indesejada e ISTs (HILÁRIO et al., 2019).
O presente estudo tem como objetivo relatar experiência da educação em saúde realizada com adolescentes sobre métodos contraceptivos e IST em uma escola de ensino médio do interior do Ceará.
Trata-se de um relato de experiência, descritivo, realizado a partir da vivência de uma enfermaria assistencial juntamente com a equipe da secretaria de saúde do município de São Benedito-CE, o presente estudo relata a realização de educação em saúde realizada com estudantes do 1º, 2º e 3º ano do ensino médio, contabilizando em média 120 alunos participantes da educação em saúde entre 14 e 19 anos da escola estadual localizada no município. Momento ocorrido em 03 de dezembro de 2021, divididos em três momentos. Primeiro momento: com alunos do primeiro ano do ensino médio mantendo uma linguagem mais objetiva e clara, visto que eram os de menores idades da escola. Segundo momento: alunos do segundo ano do ensino médio mantendo uma linguagem com abordagem mais clara e retirada de dúvidas mais objetivas e terceiro momento com alunos do terceiro ano, podendo ser observado que a maioria já tinha iniciado a vida sexual, logo foi o momento mais abrangente com maior tempo para comtemplar todos os alunos com eventuais dúvidas.
Os três momentos foram iniciados com uma dinâmica de quebra gelo, com intenção de iniciar vínculo entre facilitador do momento e estudantes, em seguida realizado momento de educação em saúde com utilização de slides abordando sobre o uso correto de métodos contraceptivos, entre eles: preservativo feminino e masculino, o DIU (dispositivo intrauterino), contracepção hormonal injetável e contracepção hormonal oral (pílula anticoncepcional). Outrossim, também foi abordado sobre as ISTs, entre elas foi discutido sobre: gonorreia, clamídia, aids, sífilis, papilomavírus humano e herpes genital, levando referências científicas atualizadas e imagens ilustrativas, para finalização do conteúdo abordado foi realizada dinâmica com perguntas “verdadeiro e falso” na qual os alunos responderam de acordo com o aprendizado adquirido, por fim para fechamento do momento foi realizada uma escuta para retirada de dúvidas, na qual foi observada a atenção e compreensão dos adolescentes acerca da relevância do tema. Coadunando ao exposto, notou-se que a educação em saúde obteve resultado satisfatório com os alunos, pois através da ação obtiveram conhecimento correto sobre o assunto, na ocasião, foram entregues preservativos para os adolescentes.
Portanto, pode-se concluir que a educação em saúde com o público alvo foi de extrema relevância para amenizar futuras problemas sociais para a vida dos jovens, a promoção em saúde realizada na escola vai também minimizar possível gravidez indesejada, já que questões particulares puderam ser refletidas e discutidas individualmente e coletivamente. Desse modo, foi possível perceber a necessidade de transpor os muros das escolas para permitir a promoção à saúde com adolescentes, para compartilhar saberes e olhares holísticos sobre o assunto, de modo que esse plano de intervenção pudesse colaborar com a melhoria da qualidade de vida sexual e reprodutiva desses adolescentes.