Autor(a)
MAYCON DA SILVA LIDIO
Coautor(es)
PAULA CELLY AGUIAR SANTOS
MARIA ROSILENE REBOUÇAS DA SILVA
Icapuí é um município litorâneo do Ceará e conta com 10 equipes da Atenção Primária à Saúde (APS). Cada território de saúde tem suas peculiaridades e demandas próprias, dado a diversidade dos contextos cultural, social e econômico das comunidades. Foi identificado a necessidade de oficinas de Educação Permanente em Saúde (EPS) dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS’s), como forma de fortalecimento do Sistema Único de Saúde.
Tiveram como objetivo: Avaliar e melhorar a atuação dos ACS’s por meio da implementação da EPS, visando a identificação de lacunas de conhecimento, a promoção de melhorias nas práticas profissionais e monitoramento do impacto positivo na gestão da saúde com base nas percepções dos agentes e indicadores de desempenho.
As oficinas foram realizadas no período de janeiro a agosto de 2023. E ocorreram na equipe de APS Catarina Evangelista de Sousa, composta por 06 (seis) ACSs, divididos em 07 (sete) microáreas, 1.744 famílias e 5.185 usuários, tivemos encontros quinzenais, com temas relevantes para rotina de trabalho, entre eles foram discutidos sobre as atribuições específicas dos ACS segundo a Política Nacional da Atenção Básica (PNAB), rotinas de cadastramento das famílias, mapeamento da comunidade e elaboração de mapa de rico, registro de dados de nascimentos, óbitos, doenças e outros agravos, integração entre equipe de saúde e população adscrita do seu território, grupos de risco e diagnóstico local, Sistema de Prontuário Eletrônico do Cidadão, acerca do Previne Brasil e suas metas, as condições crônicas, atualizações sobre saúde da criança, mulher, homem e idoso e imunização.
A implementação de encontros quinzenais de EPS para os ACS’s apresentou impactos significativos na otimização de suas práticas e na gestão da saúde em seus territórios de atuação. Ao longo desses encontros, diversos temas cruciais foram abordados, aprimorando as habilidades e conhecimentos do ACS, resultando em melhorias concretas nas atividades exercidas. Proporcionaram uma análise aprofundada das atribuições específicas do ACS, conforme delineadas pela PNAB. Isso resultou em uma compreensão mais clara e alinhada de suas responsabilidades, contribuindo para uma atuação mais eficiente e focalizada nos objetivos da APS. Tivemos também um espaço de aprendizagem, mas acima de tudo troca de saberes, mostrando que não conseguimos prestar uma assistência de qualidade sem o conhecimento do território adscrito, às suas necessidades, seus saberes e cultura. Essa atualização constante é essencial e reflete na qualidade dos dados coletados e identificação eficiente das necessidades de saúde da população local e resultando na melhoria substancial na qualidade das informações disponíveis, possibilitando uma abordagem mais proativa na identificação de grupos de risco.
Com o andamento dos encontros, foi possível fortalecer a importância e a complexidade do trabalho dos ACS. Essa complexidade refere-se tanto à parte prescrita a ser realizada por eles, como ações de promoção de saúde, prevenção de doenças e agravos, ações educativas e de orientação por meio de visitas domiciliares, como também a sensibilidade inerente a este trabalho e que vem sendo inventado no ato, por meio das relações que os ACS estabelecem com os indivíduos e as coletividades.