Autor(a)
Antonia Germana Araujo Martins
Coautor(es)
karine Martins Nobre
Roberta Macedo Moreira
A atividade física é importante para o pleno desenvolvimento humano e deve ser praticada em todas as fases da vida, trazendo diversos benefícios positivos para a saúde das pessoas, como a prevenção de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) (DING et al., 2016), o controle do peso corporal e a melhora da qualidade de vida, do humor, da disposição, da interação com as outras pessoas e com o ambiente (BRASIL, 2021a WHO, 2018). a inatividade física no Brasil é responsável por 12% das mortes, poderiam ser evitadas se a população brasileira fosse fisicamente ativa, gera impactos econômicos ao Sistema Único de Saúde (SUS), com reflexo nos altos custos para a atenção secundária e terciária à saúde devido aos fatores comportamentais que podem ser evitados pela adoção de uma vida mais ativa (RANASINGHE et al., 2021 BIELEMANN et al., 2015). A nos últimos anos, ocorreram diversos avanços quanto ao incentivo e à prática de atividade física no Brasil o MS lançou, por meio da Portaria GM/MS nº 1.105, de 15 de maio de 2022, o incentivo financeiro federal de custeio destinado à implementação de ações de Atividade Física (IAF) na APS.
Garantir o acesso a práticas corporais aos diversos públicos, fortalecendo a promoção da atividade física e o vínculo do paciente com as equipes de saúde da família.
Trata-se de um relato de experiência exitosa no município de Reriutaba que tem cobertura de 100% na APS, composta por 9 equipes de saúde da família, onde se realiza práticas corporais com profissionais de educação física nos 9 estabelecimentos de saúde, durante todo mês, através de grupos organizados pela equipe da estratégia saúde da família
Observou-se que as práticas corporais realizadas periodicamente nas unidades básicas de saúde além da importância de levar qualidade de vida gera um vínculo mais forte entre paciente e a equipe de saúde da família, formando um laço de segurança e cuidado, ajudando assim a conduzir da melhor forma o acompanhamento e monitoramento da condição de saúde que o paciente necessita. Nesse sentido, investir em ações de atividade física no âmbito da saúde no SUS contribui como um meio não farmacológico para o enfrentamento à incidência das DCNTs e impactos negativos à saúde, bem como para a redução dos custos ao sistema público de saúde, assim como controle do peso corporal, a melhora da disposição e a promoção da interação social, além de contribuir para a prevenção e o controle de alguns dos principais problemas de saúde da população, como alguns tipos de câncer, doenças do coração, o diabetes mellitus e a hipertensão arterial sistêmica (BRASIL, 2021a)
Concluímos que o acesso as práticas corporais dentro das unidades básicas de saúde proporcionam um maior aprofundamento sobre promoção da saúde e integralidade do cuidado, contribuindo também no fortalecimento e na busca da unidade básica de saúde como a principal porta de entrada do SUS, onde o paciente possa se sentir mais seguro e acolhido. Através do olhar do ministério da saúde em investir, conseguimos garantir profissionais de educação física na saúde na APS, aquisição de materiais de consumo, e qualificação de ambientes relacionados a práticas corporais melhorando o cuidado das pessoas com doenças crônicas não transmissíveis, mediante a inserção de atividade física na rotina desses indivíduos.