Autor(a)
Letícia Morais de Araújo Coelho
Coautor(es)
Jessica da Silva Gondim
Artur Felipe dos Santos Vieira
Glaice Martins Bezerra da Cruz
Mayara Sales Carneiro
Estudos recentes apontam que as intervenções farmacológicas e psicossocias podem ser oferecidas e realizadas nos serviços de atenção à saúde não especializados, sendo um terreno promissor e desafiador de ações de cuidado em saúde. Com intuito de qualificar aos seus servidores no âmbito da saúde mental, a Secretária de Saúde em concordância com o Núcleo de Educação Permanente proporcionou uma capacitação do manual Mh-GAP no ano de 2023.
O objetivo principal desta replicação é contribuir para novas práticas e qualificação da assistência em saúde mental, álcool e outras drogas, na atenção primária do Município de Maracanaú.
Para a construção dessa capacitação foi utilizado como referência os materiais do Programa “Mental Health GAP” (Mh-GAP) da OPAS/OMS, incluindo o manual 2.0 Esta é uma pesquisa aplicada, processo esse que aconteceu em concordância com a Secretaria de Saúde municipal. Deste modo, dando foco ao manejo com pacientes que apresentem demanda de saúde mental, qualificando a atenção a saúde mental no município, por meio do fortalecimento da atenção básica a capacitação de maneira expositiva do Mh-GAP, tendo como formadores profissionais de várias categorias, visando o amplo olhar e manejo da saúde mental.
Com esta ferramenta busca desconstruir a falsa premissa que as intervenções em saúde mental são complexas e, especialmente, que só podem ser realizadas por profissionais e setores especializados Diante do estudo do Mh-GAP, tendo a visualização da rede de saúde mental municipal como foco, diálogos foram abertos para novas possibilidades, para que assim fosse explorado as potencialidades e o reconhecimento das fragilidades vivenciadas pelo serviço de saúde, tendo como finalidade o fortalecimento da RAPS. A estruturação do projeto se deu para todas as equipes da Atenção Primária a Saúde de Maracanaú (73 ESF), profissionais da psicologia da APS, profissionais de serviço social e a equipe de apoio matricial da secundária, totalizando 180 profissionais. Para uma melhor replicação e divisão de conteúdo, 3 turmas foram formadas, com carga horária de 30h. Todos aderiram e reconheceram a importância do fortalecimento da rede de saúde mental no município. Foi possível observar impactos positivos por parte dos servidores para sensibilização ao tema, como por exemplo, interesses surgidos para a participação do matriciamento, como também aos usuários dos serviços de saúde, com acesso facilitado aos cuidados de saúde mental. Pode-se observar um olhar sensibilizado e descentralizado para a saúde mental, cujo objetivo principal.
Tudo foi construido por muitas mãos, como tudo que envolve fazer saúde, fazer saúde mental, fazer SUS, afinal está sendo falado sobre processo de trabalho de um sistema, assim como a definição da palavra rede nos traz, denomina um conjunto de relações e intercâmbios entre indivíduos, grupos ou organizações que partilham interesses.