Tema: ATENÇÃO BÁSICA
Autor(a)
Antônia Germana Araujo Martins
Coautor(es)
ANTONIO FERREEIRA DE FARIAS
KARINE MARTINS NOBRE
O cuidado do pré-natal é de substancial importância para a promoção da saúde materno-infantil, tendo em vista que suas ações buscam promover a prevenção, o diagnóstico e o tratamento de doenças ou carências do período gestacional. Além disso oferece informações de saúde e dos aspectos relativos ao suporte social, cultural e psicológico da gestante. Essas ações impactam na redução de óbitos evitáveis e melhoram a qualidade de vida da população envolvida, por aumentarem a qualidade dos cuidados de saúde (MIGOTO, et al 2021). O plano de parto é uma ferramenta de educação pré-natal e comunicação, pois proporciona o entendimento das gestantes a respeito dos fatores que envolvem o processo de parturição e facilita a troca de informações com a equipe multiprofissional que presta assistência durante esse processo, uma vez que é por meio dele que a equipe conhecerá os desejos e preferências das gestantes, contribuindo para que estes sejam alcançados e respeitados. A assistência pré-natal consiste em um conjunto de ações clínicas, psicossociais e educativas que buscam prevenir e detectar precocemente patologias e complicações maternas e fetais, além de acompanhar o desenvolvimento da gestação com o objetivo de obter desfechos positivos para o bebê e a redução dos riscos maternos. (TRIGUEIRO, 2022).
Ampliar, qualificar e humanizar o atendimento e acompanhamento da gestação até a primeira infância. Compreender os sentidos da integralidade do cuidado ao pré-natal Criação e manutenção do programa saúde para todos Realizar oficinas e capacitações mensalmente Criação do Comitê de Combate a morbidade e mortalidade materno e infantil Vinculação das gestantes ao hospital municipal para o fortalecimento de vínculos Estruturação da sala de parto humanizado Dispor de ferramentas que otimizem o tempo de comunicação entre a equipe e a coordenação do programa Discutir o papel da criatividade e sensibilidade dos profissionais e analisar as possibilidades de institucionalização e sustentabilidadePromover oficinas para capacitação de profissionais Realizar captação precoce de gestantes em cada área de abrangência Acompanhar sistematicamente os pacientes Garantir as consultas médicas e de enfermagem bem como de especialistas com cardiologista e endocrinologista, conforme solicitação.
Trata-se de um Relato de Experiência acerca de uma vivência transformadora e necessária, sob uma perspectiva qualitativa e de caráter descritivo, desenvolvida no município de Reriutaba Ceara. Os objetivos são percorridos para mostrar as práticas transformadoras do município onde não havia um acompanhamento devido as gestantes e nem as crianças, sendo assim foi criado o PROJETO PARA NASCER RERIUTABA. A preocupação aqui também pode ser dita como aquela que implica observar, descrever, explorar, classificar e poder interpretar aspectos relacionados a fatos ou fenômenos (Dyniewicz, 2007). O projeto teve início no mês de Abril de 2021, onde o índice de natimortalidade era altíssimo para um município de 18.385 habitantes, esta iniciativa de âmbito municipal para levar mais saúde a população, onde dentro dos pactos envolvidos criou-se o projeto. Diante disso o acompanhamento com ações de promoção a saúde e prevenção de doenças são minuciosamente efetivas. Os personagens do estudo são identificados com uma gestão comprometida em avançar na saúde da população, profissionais de saúde de nove equipes de atenção primaria, e a população cadastrada no programa. Onde foi criado o comitê de Criação do Comitê Municipal de Combate a morbidade e mortalidade materno, fetal e infantil, vinculação das gestantes ao hospital municipal para o fortalecimento de vínculos, estruturação da sala de parto humanizado entre outras ações.
Em um breve estudo realizado pelo Comitê Municipal de Combate a morbidade e mortalidade materno, fetal e infantil, com dados trazidos pelas equipes de Estratégia de saúde da família, podemos traçar o perfil social e econômico das famílias que fazem uso do serviço público de saúde, podendo apresentar assim os seguintes aspectos: dentro deste público prevalecem as famílias que não possuem renda fixa, que em sua maioria mantêm-se com uma renda de um salário mínimo ou menos numa família em média de 4 pessoas. Dessa população, estes apresentam, bases familiares desestruturadas ou inexistentes, extrema vulnerabilidade social e sustentável, consequentemente gerando nestes usuários baixas perspectivas de futuro promissor, sofrimento psíquico, exclusão social, deficiência no desenvolvimento afetivo, dificuldade no processo de auto cuidado, autonomia sobre a resolutividades de problemas comuns e diários de autoestima. Sabendo disso, abre-se a discussão sobre os dados verídicos da natimortalidade no município, desde o dia 1º de Janeiro a 30 de Setembro de 2021, foram registrados 183 nascimentos, destes, 08 contabilizam o número de Natimortos no município, o que equivale a 4,5% a prevalência da natimortalidade. Fetos que apresentam IG de 24 a 40 semanas, peso de 555g a 1.800g. Utilizando as fichas investigativas, referentes ao ambulatório hospitalar, prontuário da UBS e entrevistas familiar, foram colhidas informações que indicam diversos motivos para a natimortalidade.
O município está conseguindo garantir o cuidado continuado, o projeto está no seu primeiro ano e se configurando em um suporte essencial para a assistência e a avaliação da qualidade e um poderoso instrumento de identificação de pontos fortes e de pontos fracos na estrutura e resultado da assistência pré-natal em todos os seus âmbitos. Os desafios são muitos, no entanto, a atuação em equipe, o interesse em se capacitar, a consciência da necessidade de se basear nos princípios do SUS e o olhar humanizado diante a realidade deste público são características essenciais para o bom andamento do projeto.