Autor(a)
ALAN SIDNEY JACINTO DA SILVA
Coautor(es)
Angelica Carmem Santiago de Sousa
Gleidiane Costa Muniz Holanda
Lesly-anne Silva Nogueira Santos
Liane Araújo Nobre
Luiza Carmem de Freitas Menezes Bessa
Chorozinho-CE, cidade localizada na mesorregião do estado do Ceará, com população estimada de um pouco mais de 20 mil habitantes. Possui como parâmetro de crianças até 02 anos de idade, um total de 270 crianças de população alvo, estimada pelo SIPNI para o ano de 2022. Durante o mês de julho de 2022, verificou-se uma alta taxa de abandono da segunda dose de tríplice viral, e uma baixa taxa de vacinação para segunda dose.
Com base na necessidade em se atingir uma maior cobertura de D1 e D2 do imunizante, visando a qualidade do acesso e a necessidade gerada para obtenção do selo Unicef, foi montada uma força tarefa no formato de comitê de vacinas. Esse comitê foi constituído por enfermeiros da atenção primária, técnicos, setor de epidemiologia e de imunização da secretaria de saúde municipal para elaboração de estratégias que visassem a melhor captação dessas crianças. Tais estratégias considerando também a oportunidade de captação para a atualização da caderneta dos outros imunizantes previstos na faixa etária até 02 anos de idade.
Tendo como essa meta, a primeira estratégia adotada pelo comitê de vacinas foi o levantamento das doses aplicadas esse levantamento foi realizado com base nas informações locais do Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC), Declarações de Nascidos Vivos (DNV’s), e cartões espelhos de cada uma das esquipes da Estratégia Saúde da Família. A partir desse levantamento, foi possível confirmar que havia um baixo número de doses aplicadas em relação ao que se esperava para o ano de 2022. Foi então construída uma planilha para auxiliar na captação de forma direcionada as crianças que ainda não haviam sido vacinadas. Foi realizado junto as técnicas e enfermeiros das unidades a verificação do registro que estava sendo realizado, identificamos as inconsistências e realizou-se o treinamento das falhas. A equipe do NASF, para sensibilizar em especial, os pais e cuidadores das crianças realizaram momentos de divulgação das informações sobre vacinas, em programas de rádio local e em eventos promovidos pela secretaria de saúde municipal. Foi adotado também como medida, a estratégia de levar atendimentos para mais próximo de localidades de zona rural do município, por meio da estratégia então denominada “Saúde Itinerante”, que levou atendimentos, como: consulta médica, enfermagem, odontológica, terapias alternativas, e a vacinação de todas as vacinas. Foi instituído a “Campanha de vacinação nota 10”, que promoveu a premiação das crianças até os 02 anos.
Diante da problemática o início dessas ações de forma imediata foi necessário e já no mês de agosto, início das ações, foi possível perceber um incremento nas taxas de vacinação com o número médio de vacinas subindo de 20 doses de primeiras doses (D1) de tríplice para 38, e de 12 doses de segundas doses (D2) para 32 doses. Esse incremento de doses permaneceu estável pelos meses subsequentes, fazendo com que assim durante o mês de dezembro a cobertura acumulada (tríplice viral + tetra viral) atingisse valor maior do que 98% de cobertura, sendo a meta conjunta para a meta do município e a meta para o selo Unicef no que se refere a vacinação alcançada. De janeiro a julho foram realizadas unindo primeiras e segundas doses, um total de 248 doses em menores de 2 anos de idade, uma média de 35,4 doses por mês. Nos meses de agosto a dezembro foram realizadas, 326 doses relativas a 1ª e 2ª doses, uma média de 65,2 doses por mês. Esses valores foram conferidos com base no sistema local de prontuário eletrônico (PEC), considerando a existência de um atraso em relação ao SIPNI para constar as doses aplicadas, sendo este também um dos desafios encontrados.
O principal desafio encontrado para conseguir atingir essa meta foi hesitação vacinal por parte dos pais e cuidadores, as vacinas foram desacreditadas seus efeitos/benefícios por vezes foram questionados. Com o uso dessas medidas foi possível atingir uma melhor equidade ao acesso de vacinas, oportunizando os imunizantes a quem ainda não o havia recebido. Doravante, espera-se que essas estratégias adotadas sejam continuadas nos próximos anos, e estendidas as demais vacinas, fomentando um monitoramento e busca ativa consistentes ao longo dos anos subsequentes. Além da melhoria nos índices de vacinação, foi possível tomar mais eficaz o processo de imunização com a adoção das listas nominais. As listas possibilitaram realizar programações das doses por frasco a exemplo da vacina tríplice viral, que tem dez doses por frasco. Com a adoção das listas, reduziu-se o desperdício ao serem utilizadas todas as doses de cada frasco.