Autor(a)
Regina Claudia de Oliveira
Coautor(es)
Maria Rafaele Pereira Bezerra
Bruna Cristina da Fonseca Sabino
Através da dança é possível demonstrar todos os sentimentos sem usar palavras. A dança não exige ritmo, regras ou qualquer condição limitante. Entendendo que o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) é um serviço do sistema único de saúde (SUS) que visa promover o cuidado em saúde mental que engloba trabalhar, sentir e entender as emoções para conseguir lidar com elas e vivenciar as situações de sofrimento da melhor forma possível, foi que em janeiro de 2024, pensamos e planejamos implantar o grupo “Dança da Emoções”, que seu objetivo principal é expressar as emoções através da dança livre. Iniciamos o grupo em 01/02/24 e tivemos a participação de 4 pessoas que ao término expressaram ter vivenciado sentimentos antes nunca experimentados em qualquer outro momento e sentiram-se renovadas.
Compartilhar a experiência vivenciada na realização do grupo dança das emoções em um CAPS do interior do Ceará.
Trata-se de um estudo descritivo, qualitativo, do tipo relato de experiência, com a finalidade de integrar conhecimento teórico e prático nas atividades realizadas. O grupo “Dança das emoções” teve início em fevereiro de 2024 e mantem-se em realização até os dias atuais, o primeiro encontro contou com a presença de 4 mulheres e 2 profissionais mediadoras do momento. Foram realizados 03 encontros com duração média de 60 minutos e com frequência quinzenal.
No grupo “Dança das Emoções” as participantes mergulharam profundamente em suas experiências, expressando seus sentimentos através da dança. A entrega emocional é perceptível com as lágrimas derramadas durante o momento que revelam traumas presentes desde a infância. A jornada de autoconhecimento destaca a resiliência das mulheres, mostrando que, ao enfrentar suas emoções, podem promover uma melhoria significativa em sua saúde mental. Enquanto facilitadora deste grupo, percebemos que os objetivos estão sendo alcançados no sentido da melhoria dos sintomas depressivos, melhora nos relacionamentos sociais e promoção do relaxamento mental das participantes. Também foi evidente o aumento da auto estima, da percepção da auto regulação e melhor gerenciamento das emoções no cotidiano, sobretudo, na capacidade de expressar os sentimentos com equilíbrio. Testemunhamos mulheres se redescobrindo e se reinventando através da expressão artística, encontrando uma força interior ao explorar suas emoções. Desta forma, avaliamos a metodologia e vivências no grupo de modo eficaz em complemento ao projeto terapêutico singular desenvolvido para cada participante que faz acompanhamento no CAPS.
Demonstramos que a dança promove resultados significativos na melhora da saúde mental das participantes, sendo uma atividade de baixo custo para o serviço e de fácil aplicabilidade. E, a participação no grupo como componente do projeto terapêutico singular promoverá maior eficácia no tratamento e maior assistência por abranger um número grande de participantes a cada momento.