Autor(a)
Antonio Herbetty Arcanjo Martins Oliveira
Coautor(es)
Edlene Rodrigues dos Anjos
Thamine dos Anjos Soares
Construção e aplicabilidade de uma tecnologia educativa em gestantes e puérperas sobre Incontinência urinária (IU), um relato de experiência. A motivação deu-se pela dificuldade que as mulheres de Palmácia enfrentavam, principalmente relacionado a falta de conhecimento acerca da temática, bem como o manejo clínico, e a aplicação de estratégias que as ajudassem na sua problemática, melhorando assim sua qualidade de vida tanto nos aspectos físicos como emocionais, e no âmbito pessoal e profissional. A questão norteadora adotada para este estudo foi: quais os déficits de conhecimentos que as mulheres com IU têm sobre sua patologia? dessa forma as ações de fisioterapia podem prevenir tratar e curar sua funcionalidade nesse problema, os exercícios contidos na cartilha têm como objetivo principal o fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico, e a melhora da força e da função desta musculatura, favorecendo a contração consciente e efetiva nos momentos de aumento da pressão intra-abdominal.
Este estudo teve por objetivo relatar a experiência da aplicação de uma tecnologia educativa em gestantes e puérperas sobre IU.Torna-se, cada vez mais necessário, o uso da tecnologia como instrumento que venha a colaborar com a construção do conhecimento e aprendizagem. A tecnologia se refere ao desenvolvimento para facilitação e realização de um trabalho educativo, permitindo uma forma mais lúdica e fácil de compreensão durante uma atividade de educação em saúde. Os recursos tecnológicos envolvem conhecimento técnico e científico, e a aplicação técnica através de sua transformação no uso de ferramentas, processos e instrumentos criados e/ou utilizados a partir da prática, experiências e aprendizado. No contexto da saúde, as tecnologias são aplicadas para prevenção de doenças, promoção da saúde, diagnósticos e o tratamento das doenças, reabilitação ou cuidados a curto, médio e em longo prazo, pesquisas científicas e vigilância em saúde.
Trata-se de uma relato de experiência, descritiva e qualitativa na modalidade de avaliação de material educativo em saúde que consistirá na avaliação da cartilha que utilizou dos pressupostos freireanos de abordagem qualitativa e interpretativa na área do processo de ensino-aprendizagem que foi desenvolvida em quatro etapas (escolha do conteúdo, criação das ilustrações preparação do layout e validação do material por peritos).O método de pesquisa foi conduzido no período entre agosto a novembro de 2018 sendo composto por quatro fases: sistematização do conteúdo (escolha do conteúdo) seleção e criação das ilustrações preparação do layout e validação do material por peritos. Na primeira fase foi realizada busca dos conteúdos que se apresentavam desconhecidos pelas mulheres com IU. Estes achados direcionaram os tópicos da cartilha. A questão norteadora adotada para este estudo foi: quais os déficits de conhecimentos que as mulheres com IU têm sobre sua patologia? A busca dos artigos foi feita nas bases de dados LILACS e MEDLINE,na segunda fase, foram acessados livros e websites na busca de imagens que se adequassem aos tópicos que seriam incorporados na cartilha. As imagens foram selecionadas e usadas como base para a elaboração das ilustrações por um profissional especializado na área de designer gráfico. A terceira fase, preparação do layout, foi estruturada um protótipo do conteúdo com as imagens trabalhadas pelo designer.
O material foi submetido ao trabalho de edição e diagramação através do software CorelDRAW. Após esta etapa, a primeira versão da cartilha foi submetida à avaliação de peritos para validação das informações concebidas. Foram selecionados como peritos 02 professores de Instituição de Ensino Superior na área da saúde (01 da área de Fisioterapia e outro da área de educação em saúde) e 02 profissionais atuantes na área de IU.Novo processo de edição, revisão e diagramação foi realizado e uma nova versão da cartilha foi produzida. A terceira rodada era a avaliação final do material após as correções realizadas baseadas nas sugestões da segunda rodada. O título da cartilha foi, incontinência urinária (IU) não e normal em nenhuma fase da vida e tem tratamento, a validação foi por estudo de relato de experiência feita com a participação de 43 gestantes escolhidas a partir de quatro grupos a) Primeira gestação b) Segunda gestação Parto normal c) 3 gestação Parto normal d) 4 gestação Parto normal aleatoriamente de cinco equipes de saúde da família no município de Palmácia/CE. Os antecedentes obstétricos e cirúrgicos mostram que 41,9% foi via vaginal e 53,5% abdominal 73% tiveram um ou mais partos normais 55,8% raramente procuravam assistência e 74,4% faziam uso de um ou mais medicamentos, dados da secretaria de Saúde de Palmácia/CE. As gestantes participantes com a perda de urina que mais prevaleceu foi IU urgência (20-46,5%) infecções urinárias de repetição (19-44,2%).
Conclui-se que e de grande importância a utilização de métodos e criações de projetos na atenção básica, pois os dados obtidos subsidiam propostas educativas e de intervenção quanto à IU em mulheres e outras pesquisas que vêm sendo desenvolvidas sobre IU junto ao projeto de saúde da mulher no município de Palmácia / Ceará, nesse contexto, a criação de novas tecnologias permitem contribuir para todos os profissionais da saúde e para toda a sociedade, permitindo uma melhor capacidade do autocuidado na saúde, reduzindo gastos com tratamentos, hospitalização, internação e gastos com cirurgias e medicamentos para disfunções uroginecológicas e ampliando a possibilidade de prática de baixo custo para desenvolver com qualidade no Sistema Único de Saúde. Dessa forma a prática inovadora ela pode ser replicada de forma bem sucedida em outras equipes e em outras instituições de saúde.