Autor(a)
NATÁLIA LIMA SOUSA
Coautor(es)
Patrícia Maria Costa de Oliveira Sousa
Karina Abreu Costa
Luiz Guilherme Pinheiro Costa
O serviço de teleconsultoria em saúde iniciou em janeiro de 2021, vinculado à Central de Regulação do Estado, com a categoria médica. Atualmente está disponível em 4 categorias de saúde: medicina, odontologia, enfermagem e assistência social. Na área médica conta-se com vinte e quatro especialidades. Dentre as especialidades médicas, estão ofertadas: dermatologia, ginecologia, obstetrícia, hematologia, mastologia, otorrinolaringologia, reumatologia, urologia, cirurgia geral, proctologia, cirurgia vascular, endocrinologia, cardiologia, gastroenterologia, neurologia, psiquiatria, pneumologia, infectologia, ortopedia, intensivista, família e comunidade, nefrologia, oftalmologia e pediatria. A ferramenta tem a capacidade de beneficiar profissionais da saúde, dando apoio às decisões clínicas, facilitando o encaminhamento para outros níveis de atenção, aumentando a resolutividade clínica gestores da saúde pois otimiza os agendamentos, reduz custos, estimula a sua educação continuada e para os pacientes pois diminui os deslocamentos e possibilita o acesso à atenção especializada.
Este trabalho tem como objetivo mostrar o impacto que o serviço de teleconsultoria tem em âmbito municipal, estadual e para o usuário do Sistema Único de Saúde (SUS).
Este trabalho resulta de um relato de experiência, descritivo, no que se refere ao serviço de teleconsultoria ofertado pelo Núcleo de Telessaúde, vinculado à Coordenadoria de Regulação e Controle do Sistema de Saúde do Ceará, disponível para os 184 municípios cearenses, entre os anos de 2021 e 2022.
Frente ao grande potencial da ferramenta tanto ao profissional da saúde quanto para o enorme retorno ao paciente, os resultados têm-se mostrado bastante satisfatórios. Em 2021 foram realizadas 633 teleconsultorias, onde 96% foram realizadas pela categoria médica, 2% em Odontologia e 1% em Enfermagem. Quanto ao nível de atenção que mais utilizou, 91% foram da Atenção Primária, 2% da Atenção Secundária e 6% da Atenção Terciária. Das avaliações realizadas quando questionados se evitou ou não encaminhamentos, foi constatado que foram evitadas 72% dos referenciamentos à Central de Regulação Estadual ou a outro serviço. Lembra-se que a avaliação final da teleconsultoria não é obrigatória. Em 2022, foram realizadas 2.368 teleconsultorias, ou seja, 376% a mais em relação ao ano anterior, onde 92% foram realizadas por médicos, 6% por cirurgiões-dentistas e 1% por enfermeiros. Quanto ao nível de atenção solicitante, 98% foram oriundas da Atenção Primária, 1% da Atenção Secundária e 1% da Atenção Terciária. Em 2022, quanto as avaliações realizadas entre, evitou ou não encaminhamentos, foi constatado que foram evitadas 83% dos encaminhamentos à Central de Regulação Estadual ou a outro serviço. O ranking dos municípios com os melhores indicadores de teleconsultorias por 100.000 hab em 2022 foram: São Luis do Curu (451), Pereiro (428), Aratuba (408), Paramoti (342), São Gonçalo do Amarante (290), Jaguaribara (216), Miraíma (208), Palhano (201), Uruburetama (189) e Parambu (172).
Diante de tamanha evolução tanto na quantidade de solicitações, aumento de 376% de 2021 para 2022, e da melhoria na quantidade de encaminhamentos evitados para outros níveis de atenção, fica constatado o grande potencial em benefícios que o serviço de teleconsultoria possui para a gestão municipal e, consequentemente, para a gestão Estadual. A ampliação deste serviço é fundamental, sobretudo na Atenção Primária, nível que concentra o maior poder de retorno ao paciente por ser o nível de atenção porta aberta, de acesso prioritário e coordenadora do cuidado.